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“Eu disse: Vós sois deuses...todavia, como homens morrereis...” Salmo 82.6-7

 


“Eu disse: Vós sois deuses...todavia, como homens morrereis e caireis como qualquer um dos príncipes.” Salmo 82.6-7

Será que ainda há deuses sendo venerados hoje em dia?

Infelizmente sim. A sociedade atual possui todo tipo de novos deuses, que nada mais são do que os ídolos nos esportes, nas artes, na política, nas religiões e em todas as áreas consideradas de destaque pelas multidões. Tais ídolos, "deuses" e "semideuses", atuais são as celebridades e sub-celebridades que a sociedade venera, segue e adora cegamente; indivíduos que possuem inúmeros atributos sociais adorados, desejados e perseguidos, de alguma maneira, pelos indivíduos comuns; a fama, a fortuna, o sucesso, o status, o glamour, a influência e outras coisas semelhantes conquistadas com talento ou usurpadas com astúcia, as quais se apegam de modo tão visceral que passam a se identificar com a imagem socialmente superior que a sociedade cria deles. Isso, por si só, responde a pergunta feita em Jeremias 16.20, a saber: "Fará um homem para si deuses que, contudo não são?". Nossa sociedade é mestra em endeusar e idolatrar pessoas e coisas.  

Se fosse pedido para que eu transmitisse a essência do Salmo 82.6-7, com outras palavras, eu diria algo mais ou menos assim: "Vocês podem conseguir tudo o que quiserem, fama, fortuna, poder, status, influência etc..., podem chegar aonde ninguém jamais chegou antes, podem fazer o que nunca foi feito, podem quebrar recordes após recordes, podem conseguir todos os holofotes da sociedade sobre suas cabeças, podem colocar seus nomes na história da humanidade, mas nunca se esqueçam de que vocês são apenas pessoas como quaisquer outras; assim sendo, morrerão exatamente como os demais.".  

Desde épocas muito antigas a humanidade tenta fazer com que alguns de seus próprios filhos transcendam a condição humana e alcancem um patamar superior aos demais, tomando lugar entre os mais diversos panteões que a sociedade de todos os lugares e épocas forjaram para si mesmos na vã esperança de fazer os nomes destes “escolhidos” sobreviver a ação desvoradora do tempo e perdurar pelas gerações vindouras como se isso, de alguma forma os fizesse também como que imortais, ou menos mortais do que o restante dos indivíduos.

O que isso significa?

Significa que desde que as pessoas se organizaram em sociedade, a vós do espírito do mundo tem sussurrado na mente de todos, dissimuladamente, a seguinte ideia: "Pegue seus talentos, eleve-os ao nível extremo, supere todos os seus iguais, torne-se um expoente do seu tempo; e você será admirado(a), idolatrado(a), seguido(a) e adorado(a) como um deus social de sua época. Essa "pequena" sugestão mental subliminar sempre esteve presente, e ainda está, no meio da sociedade, mudando de forma, mas sempre guiando os sonhos, pensamentos, metas, palavras e atos de multidões que estão travando verdadeiras cruzadas e epopeias pessoais para tentar erguer o próprio nome ao patamar dos que também fizeram a mesma coisa no passado. O problema é que essa sugestão subliminar do espírito do mundo é insinuantemente corrpupta e, como tal, está sempre produzindo mais efeitos colaterais do que benefícios sobre a vida das pessoas porque acaba induzindo-os à corrupção dos dons e talentos que possuem.

E que efeitos colaterais são esses?

Vários. Mas o principal deles é sem dúvida fazer os indivíduos se esquecerem, ou pelo menos ignorarem a sua própria mortalidade; dessa forma tais pessoas passam a viver como se jamais fossem deixar de existir fisicamente.

E por que o espírito do mundo deseja fazer os humanos se esquecerem, ou ignorarem, a sua própria condição mortal?

Porque ele sabe que quando alguém se perde nessa ilusão vaidosa e se esquece de sua condição mortal, automaticamente passará a acreditar que é uma espécie de deus, ou semi-deus, social, e começará a atentar contra si mesmo ou contra todos os que estiverem ao seu redor.

Nossa sociedade carrega em seu "inconsciente coletivo" a antiga imagem romântica do semi-deus, heróis que seriam pessoas nascidas com algum talento especial que os diferenciava dos demais humanos, fazendo-os vencer todo tipo de adversidades sociais, naturais e até espirituais de modo a se tornarem ilustres expoentes idolatrados pelos indivíduos normais e, em muitos casos, guiá-los ou reinar sobre os comuns. Certamente todos nós já ouvimos ao menos um dos contos ou mitos fictícios do velho mundo e conhecemos nomes como os de Hércules, Aquiles, Jasão, Perseu, Belerofonte, Zigfrid, Beowulf, Rei Artur e tantos outros.

Mas o que tudo isso tem a ver com a vida moderna?

Tudo. Pois assim como Ninrode; Alexandre, O grande; Lizandro de Esparta; Xerxes I; Nabucodonosor;  Gengis Khan; Júlio Cesar; Cleópatra; Napoleão e tantas outras pessoas fizeram de tudo para que seus nomes fossem vistos como o de alguém superior aos demais de sua época; da mesma forma muitos ainda hoje estão agindo de maneira semelhante. É claro que não vivemos mais na época dos reis, imperadores ou heróis, mas vivemos no tempo dos superastros e personalidades da cultura pop, superatletas, super modelos, mega empresários, políticos e líderes religiosos super carismáticos com influência assombrosa sobre as massas, além de uma legião cada vez maior de outros influenciadores avulsos, apenas para citar alguns exemplos fáceis de serem percebidos; todos eles; de certa forma, sendo venerados, "endeusados", pelas multidões na sociedade moderna, e, seguidos, adorados, invejados, odiados, por milhares ou milhões de pessoas.

Fama, poder, fortuna, status, influência ou qualquer coisa semelhante a estas não significam imortalidade social (tampouco real), e por mais estranho que seja dizer algo tão óbvio quanto isso, acredite, o espírito do mundo consegue distorcer nossa mente de tal forma, se não estivermos vigilantes, que passaremos a acreditar que de alguma maneira a obtenção de um ou mais desses objetivos sociais nos transformará em super humanos. Com uma terrível regularidade podemos ver os novos "deuses e semideuses" da sociedade, jogadores de futebol, políticos, jornalistas, astistas, profissionais liberais famosos, empresários, personalidades de internet e até pastores(as) e outros religiosos falando e fazendo coisas horríveis, hediondas, simplesmente porque, embora não admitam abertamente, consideram a si mesmos(as) superiores aos outros indivíduos da sociedade; uma vez que, por causa dos talentos que possuem, ou desenvolveram, acabaram alcançando uma posição social mais elevada do que a maioria.

Esses tais, pensam sempre apenas em si mesmos, em manter e aumentar a aura social de "divindade" que herdaram ou construíram; em outras palavras, estão sempre em busca de mais fama, mais poder, mais fortuna, mais status, mais luxo, mais exclusividades, mais vaidades, mais vícios, (tudo mais, mais e mais) porque como foi escrito em Filipenses 3.19 : "...O deus deles é o ventre...".

Muitas pessoas têm a mente completamente seduzida, violada, pervertida e devorada pelo próprio sucesso social (que é muito diferente do sucesso real), de tal forma que passam a viver de maneira ilusória, fantasiosa, ficcional, acreditando na imagem socialmente superior que criaram ou que foi colocada sobre eles; passam a viver de maneira inconsciente, distraída e com a mente estilhaçada, como se fossem imunes as desventuras da sociedade e como se nunca fossem morrer (perder a fama, perder o status, perder o poder, perder a fortuna, etc...), mas geralmente, em algum momento são surpreendidos pela própria mortalidade, e muitos acabam morrendo sem nunca ter realmente vivido. Procure na internet e você vai conhecer histórias de pessoas que tiveram fama, poder, fortuna, sucesso, e muito mais, mas acabaram perdendo tudo; geralmente eles dizem que foram completamente surpreendidos com essas perdas, pois pensavam que todos aqueles atributos sociais que possuíam iam durar para sempre. Alguns inclusive, perderam até mesmo a vida.

Eles acreditam equivocadamente que viver é apenas ter cada vez mais acesso aos luxos, exageros, exclusividades e excentricidades que estão disponíveis na sociedade, mas nada está mais distante da verdade do que isso, porque viver realmente significa ter consciência plena da nossa experiência de existência temporal sobre a face da terra; e isso implica em estarmos plenamente despertos para quem realmente somos, além da nossa imagem social; além das nossas vaidades e paixões; além de nossas falhas e fraquezas; além dos pensamentos, sentimentos e emoções ilusórios que geralmente nutrimos com relação ao nosso passado ou futuro; além das estórias distorcidas que contamos a nós mesmos diariamente; além da nossa vida meramente física. Viver plenamente é algo que está disponível tanto para indivíduos famosos quanto anônimos, tanto para bilionários como por assalariados, desde que eles cultivem a sabedoria; ou seja, embora o espírito do mundo use todas as vozes da sociedade para gritar constantemente que viver plenamente é privilégio somente dos que possuem fama, fortuna, status, poder e outros elementos considerados dignos de veneração; a verdade é que a vida plena está a disposição de qualquer um que consiga enxergar além dessas ilusões. Eis um dos motivos pelos quais em Filipenses 4.12, Paulo, apóstolo, disse certa vez: "Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade".

Em outras palavras o que Paulo estava afirmando é o seguinte: "Eu sei viver plenamente, não preciso de nenhuma das dádivas e predicados sociais para viver bem; não preciso de fama, nem de status, nem de poder, nem de autoridade, nem de fortuna, nem de nada dessas coisas; mas se Deus me der alguma delas, ou todas, eu também já sei como viver sem ser consumido por elas". A clareza concedida pelo evangelho de Cristo fez Paulo compreender que a verdadeira experiência de vida plena não está atrelada nem à pobreza nem à fortuna, de fato, a verdadeira experiência de vida abundante se inicia quando nos desvencilhamos dos conceitos distorcidos de abundância (excessos, exageros) da sociedade, assim como, dos rótulos que a sociedade insiste em nos fazer assumir para a nossa vida; rico, pobre, vencedor, fracassado, celebridade, anônimo, ídolo, fã etc... E é essa experiência livre de imagens e rótulos sociais ilusórios que pode conduzir as pessoas, que a ela se dedicam, para um fim com a mente clara e controlada, um coração em perfeito equilíbrio e uma alma satisfeita com a certeza de que realmente viveu a jornada que lhe estava proposta, mesmo em meio a todos os contratempos e aflições que a vida colocou diante deles; exatamente como o próprio Paulo declarou em 2Timóteo 4.6-7, quando disse: "...O tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé".

Quando o momento chegou, Paulo, assim como tantos outros cristãos, homens e mulheres que não foram iludidos pela mentalidade mundana da idolatria social e da veneração pessoal, estavam prontos, não foram surpreendidos por sua própria mortalidade, pelo contrário, eles aprenderam com ela e usaram seus dias na terra para deixar uma grande contribuição à humanidade.

Jamais em nenhuma outra época da história humana as pessoas desejaram e perseguiram tão freneticamente a fama, a fortuna, o status, o sucesso e outras coisas como essas; os indivíduos jamais estiveram tão famintos e desesperados por possuir tais atributos sociais quanto estão agora; e muito provavelmente esse frenesi social na busca para se tornar os novos ídolos (deuses) da sociedade ou venerar aqueles que conseguirem ocupar essas posições sociais tende a aumentar de maneira absurdamente alucinada e selvagem nos anos e décadas que virão; mas veja o que um homem que foi literalmente venerado como a um deus social de sua época escreveu secretamente para si mesmo:

"A sua fama alcançada não é nada além do fruto estéril da opinião dos outros."

Marco Aurélio, imperador romano e filósofo estoico, foi quem escreveu esse lembrete para si mesmo em seu diário para manter-se sempre consciente de que embora sua fama, seu prestígio, seu poder político, sua fortuna e todos os atributos sociais que ele tinha como imperador da nação ocidental mais poderosa da terra naquele momento da história o colocasse em uma posição de "divindade social" perante os outros; nada daquilo devia ser considerado como verdade; ou seja, ele sabia que a posição social que ocupava, a maior do império, não o tornavam menos mortal do que qualquer outro individuo considerado de menor importância. Marco Aurélio conseguiu se desvencilhar do próprio rótulo de imperador, muito embora ele realmente fosse o líder máximo de Roma, não permitiu que aquela falsa sensação de ser superior aos demais subisse para a sua cabeça e tomasse o controle de seus pensamentos, sentimentos, palavras e ações. Por esse motivo ficou conhecido como o último imperador bom de Roma.

Libertar-se de rótulos sociais tão poderosamente sedutores como o título de imperador não é algo fácil de se fazer, de fato, temos visto milhares, para não dizer milhões, de pessoas com enorme dificuldade ou completamente sem vontade de fazer isso mesmo estando em posições muito inferiores socialmente se comparados a um imperador; vemos médicos, políticos, professores, gerentes, jornalistas, atletas, empresários, empreendedores, engenheiros, gurus, especialistas, "coaches", advogados, juízes, psicólogos, filósofos, teólogos, pastores, profetas, missionários, cantores, atores, influenciadores digitais e tantos outros tão ferozmente apegados ao seu pedaço de "divindade social" que literalmente perderam a própria identidade enquanto indivíduos e passaram a ver a si mesmos como uma espécie de deuses(as) ou semi-deuses(as) em comparação com o resto da multidão; obviamente eles não declaram isso de forma aberta, mas os pensamentos, sentimentos, emoções, palavras e atos estão sempre orientados para deixar claro aos que estão ao redor que eles possuem um ou mais dos predicados e atributos necessários para serem considerados ídolos, deuses da sociedade moderna. Eis o motivo pelo qual eles ficam tão surpresos, chocados ou agressivos quando sofrem algum revés da vida, pois na verdade eles (insanamente) consideram que estão acima da capacidade imponderável que a vida tem de produzir mudanças drásticas sobre qualquer mortal; capacidade essa que é inerente da própria existência humana e foi enfatizada até mesmo por Jesus em João 16.33, que diz: "...No mundo tereis aflições...".

Um dos maiores nomes da história da humanidade, Alexandre, O grande; passou por uma crise de identidade semelhante quando percebeu a própria mortalidade em uma de suas campanhas militares. Em certa ocasião o exército da macedônia havia sitiado outra cidade e durante o confronto que se seguiu, Alexandre foi ferido por uma flecha; muitos de seus comandado viram quando aconteceu, mas ele permaneceu inabalável, continuou combatendo e seu exército venceu a batalha. Mais tarde, todos os soldados festejavam a conquista e veneravam seu rei e general pela grande façanha. O ponto é que para os mais próximos Alexandre disse a seguinte frase: "Todos eles louvam-me, pois dizem que sou o filho de Júpiter, mas essa ferida grita que sou apenas mais um mortal.". É muito fácil confundirmos quem somos com a imagem distorcida que a sociedade e, ou, nosso próprio ego inflado mostra de nós; mas o fato que jamais devemos perder de vista, sob pena de nos perdermos completamente na vida, é que os atributos sociais que possuímos ou viermos a possuir não farão de nós nada além do que já somos hoje ou já éramos antes de tê-los; de fato, tais atributos sociais, fama, fortuna, prestígio, poder político, influência, status, glamour e todos os outros são apenas formas socialmente aceitáveis de vaidades (ilusões) com o único propósito de distrair nossa mente, nossa alma e nosso espírito para desperdiçarmos nossos dons e talentos das formas mais fúteis, fingidas e superficiais possíveis. 

Se não usarmos a fé e a sabedoria para enxergar a verdade por trás dessas ilusões da sociedade e do nosso ego (a nossa carne decaída e corrupta) poderemos até viver socialmente como "deuses", mas seremos completamente escravos dessa vida e no fim seremos profundamente surpreendidos por nossa mortalidade e incapazes de lidar com ela de maneira adequada; novamente cito uma frase popular que me parece sintetizar tudo isso: "As pessoas vivem como se não fossem morrer nunca e morrem jamais tendo realmente vivido". 

Estejamos atentos.

  

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