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“Não confies em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação.” Salmos 146.3



“Não confies em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação.” Salmos 146.3

De dois em dois anos, no Brasil, geralmente somos procurados, visitados, e às vezes quase perseguidos, por um determinado grupo de pessoas, cada vez maior, tentando nos convencer a dar nosso voto de confiança a eles.

Tais indivíduos aparecem em praticamente todos os lugares ao nosso redor, na tv, na internet, nas ruas, nas praças, em placas, banners, outdoors, em adesivos colados nos veículos, em camisas, bandeiras e em pequenos folhetos que nos são dados aos montes ou lançados pelo chão sujando as ruas e avenidas indiscriminadamente, ou até, dentro das congregações, inclusive sobre o altar.

Essas pessoas são como príncipes da nossa sociedade, pois ocupam posições de destaque, governando dentro do contexto da nossa democracia e da nossa república, são os legisladores e os administradores das nossas cidades, e lutam com todas as forças, e armas, que possuem para continuar usufruindo de suas posições privilegiadas, por isso tentam alcançar o maior número de eleitores e, se utilizando de um gigantesco arsenal de promessas, das quais a grande maioria não será cumprida, tentam nos seduzir para que confiemos a eles o poder de continuar a nos governar sentados em seus “tronos” municipais, estaduais e federais de onde podem fazer uso de incontáveis privilégios pessoais enquanto ignoram, dissimuladamente, todas as necessidades daqueles que confiaram neles; necessidades essas que poderiam ser facilmente atendidas se tão somente nossos príncipes modernos usassem de um pouco de compaixão e amor para com o próximo, mas estes "príncipes" da nossa sociedade são incapazes de pensar em alguém que não sejam eles mesmos, por isso, suas promessas, principalmente em anos nos quais precisam do voto de confiança dos cidadãos comuns, que eles pretendem ignorar assim que possível, são como variações da promessa feita a Cristo pelo próprio espírito do mundo, também chamado em Lucas 14.30, não por acaso, de o príncipe deste mundo, você deve se lembrar desta passagem onde o espírito do mundo diz: "...Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares." Mateus 4.9.

Os príncipes da nossa sociedade dizem coisas muito semelhantes e você provavelmente já ouviu várias vezes as mesmas promessas vazias:
*Me dê seu voto de confiança e vamos juntos mudar essa cidade, estado, país.
*Me dê seu voto de confiança e lhe darei um emprego (ou um cargo).
*Melhorarei a qualidade das escolas se você votar em mim.
*Resolverei os problemas da saúde se você votar em mim.
*Colocarei os salários em dia se vocês votarem em mim.
*Organizarei toda a cidade se você votar em mim.
*Cuidarei dos necessitados se você votar em mim.
* Tudo isso e muito mais eu farei por você se você votar em mim.

Parece familiar?

Os príncipes da nossa república dizem o mais alto que podem, gritam sobre os palanques, nas passeatas, nos comícios, e até no altar dentro das congregações que, se tão somente dermos nosso voto de confiança a eles, resolverão todos os problemas e mazelas de nossa sociedade; saúde, educação, economia, segurança, e, arrumarão facilmente tudo o que está desorganizado. É nesse momento que lanço mão do que está escrito em Jeremias 12.6 (parte final), que diz: "...Não te fies neles ainda que te digam coisas boas.".

Infelizmente as promessas que eles fazem, assim como aquela do espírito do mundo feita a Cristo, são completamente vazias e visam unicamente mantê-los no poder, preservando seus diversos privilégios. Eis aqui a importância do salmo 146.3 quando diz: "Não confies em príncipes..."; pois eles desejam apenas transformar as pessoas em massa de manobra ludibriando a todos quanto puderem; eles sabem exatamente o que dizer para seduzir o cidadão comum e não exitarão em fazê-lo. Essa mentalidade política ególatra que grande parte de nossos príncipes sociais demonstra atualmente não é algo novo, na verdade, a prática da venda de esperança através de promessas vazias tem sido usada através da história da humanidade desde muito antes de Cristo e foi percebida pelo salmista que registrou no salmo 146.3 um importante alerta para todos nós.

Lisandro, o principal general espartano durante a guerra do Peloponeso em 405 a.C. disse a seguinte frase: "As crianças são enganadas com brinquedos e os adultos nós enganamos com promessas.". Essa é uma das máximas mundanas mais utilizadas até os dias atuais pelos que desejam governar sobre os demais, e esse é o motivo pelo qual, você e eu, não devemos confiar totalmente em nossos "príncipes"; do contrário seremos enganados com falsas esperanças e manipulados com promessas vazias durante toda a nossa vida. Lembre-se disso da próxima vez em que você for abordado(a) por um destes príncipes sociais, na rua, nas praças, na congregação ou quando você os vir discursando na tv, na internet ou em qualquer outro lugar pedindo o seu voto de confiança.

No famoso livro chamado "O Príncipe", escrito por Nicolau Maquiavel, ele descreve como os governantes dos principados, ou seja, das cidades, Estados e até nações, usaram, usam e devem sempre usar de todo tipo de artimanhas para permanecer no poder fazendo o jogo político de modo que sempre seja favorável a eles próprios em última análise, este é o livro que cunhou e tornou conhecida a frase: "Os fins justificam os meios.", mais uma das mentalidades que os príncipes da modernidade continuam utilizando até hoje.

Mas não é só isso.

Existe um segundo grupo de indivíduos que basicamente usam das mesmas mentalidades para tentar fazer com que confiemos neles.

E que grupo é esse?

O grupo das pessoas que estão tentando se tornar "príncipes", são aqueles que ainda não possuem nenhum poder político, mas desejam, a todo custo, consegui-lo para provar de todos os privilégios e benesses que tais cargos podem proporcionar, dinheiro, status, autoridade etc... E uma vez que consigam, tornam-se exatamente como aqueles dos quais já falamos anteriormente, prometem "salvação" para todos os problemas da sociedade, mas não possuem salvação nem para si mesmos. É por isso que o texto do salmo 146.3 possui uma segunda parte que diz: “Não confies em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação.”, ou seja, eles se apresentam como salvadores da sua cidade, mas não há nada neles além das mesmas promessas vazias, segundas intenções e desejos pessoais exacerbados.

O salmo 146.3 é uma sábia recomendação, extremamente útil e necessária para nossa vida atualmente, pois a confiança é uma das coisas mais valiosas que possuímos, portanto, devemos colocá-la primeiramente em Deus; e em relação às pessoas, apenas naquelas que sejam verdadeiramente dignas de recebê-la, e não em qualquer tagarela, falastrão, prolixo, sem honra e sem ética que distribui promessas aos quatro ventos quando lhe convém e não as cumpre.

E como saber quem são as pessoas realmente dignas de receber nosso voto de confiança?

Está escrito: "...Pelos seus frutos os conhecereis." Mateus 7.20

Quando chegar o tempo em que os príncipes sociais e aqueles que também desejam se tornar um deles vierem até você sorrindo, apertando sua mão, abraçando você e repleto de palavras sedutoras pedindo que confie neles e em suas promessas, ignore as palavras que disserem e examine que frutos eles têm para mostrar; procure saber se eles possuem obras concretas de justiça, ética, honra, bondade e outras virtudes; apenas palavras não bastam, pois elas são a coleção preferida dos tolos e dos falsos. Se não tiverem obras verdadeiras e postura digna, se tiverem apenas promessas e confusões sobre si, afaste-se deles, mesmo que estejam dentro de congregações, membros ou líderes, e chamem a si mesmos de cristãos, "Porque nem todos os que são de Israel são israelitas." Romanos 9.6B 



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