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Quem amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro... Eclesiastes 5.10



"O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro..." Eclesiastes 5.10


A primeira frase que desejo compartilhar com vocês nesse texto é uma verdade muito simples, sólida e que já transformou, não só a minha vida como também, a vida de várias pessoas tanto no Brasil como em diversas partes do planeta; é a seguinte:

"Riqueza não tem nada a ver com dinheiro. Riqueza tem a ver com mentalidade e estilo de vida."

Sei que em princípio esse conceito pode soar estranho, mas o fato é que poucos pensamentos são tão mundanos e nocivos quanto aquele que ensina que ser rico é o mesmo que ter muito dinheiro, da mesma forma, poucos conceitos são mais falsos do que este. Desde que me tornei cristão, fui presenteado por Deus com vários novos aprendizados, pensamentos, mentalidades e convicções que literalmente transformaram o modo como eu me comporto, penso e interajo tanto comigo mesmo quanto com as demais pessoas que me rodeiam, assim como com todas as coisas que existem; e um desses aprendizados foi o citado acima de que riqueza não tem nada a ver com dinheiro. Sempre que você apresenta essa verdade para alguém não familiarizado com ela, a primeira reação que tais pessoas têm é resistir, às vezes ferozmente, sei disso porque de certa forma também aconteceu comigo. 

O cristianismo nos apresenta um modelo de vida completamente diferente do que o mundo anuncia como sendo o padrão correto e desejado. Por ex: Você diria que uma pessoa que more em uma casa ou apartamento modesta com 2 quartos, cozinha, sala, banheiro e garagem para um carro (semi-novo) é uma pessoa rica? A melhor resposta é, um grande depende.

E depende de quê?

Se tal pessoa é alguém que edificou intencionalmente e conscientemente tal estilo de vida sob medida para si e sua família, ou seja, se tal indivíduo escolheu viver de uma forma mais modesta para que não tenha de carregar tanto peso desnecessário sobre seus ombros e não colocar cargas extras sobre os ombros de seus familiares; se tal pessoa vive satisfeita com o que tem, como Paulo certa vez disse: "...Já aprendi a contentar-me com o que tenho." Filipenses 4.11; se criteriosamente adquire de modo racional apenas aquilo que, de fato, irá agregar valor funcional ao seu estilo de vida, sem se dar à ostentação e vaidades, sem fazer loucuras para demonstrar status e padrão de vida incompatível com sua realidade; se ela está livre de mentalidades mundanas como o consumismo (compre, compre, compre), não ouve a voz do desperdício (gaste, gaste, gaste) e não age segundo a inclinação da cobiça (deseje, deseje, deseje); se com esse estilo de vida ela cria liberdade, segurança e independência física, emocional e financeira a ponto de não mais viver para trabalhar, mas sim, trabalhar para vive, e, além disso, poder ajudar outras pessoas sistematicamente praticando caridade, solidariedade e generosidade, além, e claro de fazer a sua parte para a propagação da Palavra de Deus. Certamente tal pessoa é rica, mesmo que ela não ostente os símbolos de riqueza mundana e o mundo não a reconheça como tal. Lembre-se, riqueza não tem nada a ver com dinheiro, mas sim com construir um estilo e padrão de vida que seja sob medida para quem você realmente é, sem ligar para pressões externas; e se você conseguir compreender esse conceito o dinheiro nunca mais será um problema para a sua vida.

Por outro lado se tal pessoa vive daquela maneira modesta não de forma consciente e intencional, mas por imposição das circunstâncias ou escolhas alheias; não está satisfeito com nada do que possui, pensa que a "grama do vizinho é mais verde" e sempre que possível está tentando aumentar seu valor pessoal através da compra de bens de consumo apenas por comprar; se tal pessoa gasta todos os seus recursos financeiros com frivolidades e ostentação que sobrecarregam tanto a sua vida quanto a de seus familiares; se o desejo de tal pessoa é ter uma casa maior, depois outra maior, depois outra maior, ou, um carro "melhor", depois outro carro "melhor" e outro "melhor" ainda, se ele vive preso ao consumismo, à cobiça e ao desperdício, se amontoa coisas sem uso em casa apenas porque são modelos mais novos daqueles itens que já possuía antes, se sente-se constantemente frustrado porque acha que deveria viver de maneira diferente da que vive. Certamente não se trata de uma pessoa rica, não importa o quanto dinheiro possua.

Espero que a ilustração acima tenha servido para que você possa ver a sutil, mas determinante, diferença que separa uma pessoa rica de uma não rica; em ambos os cenários o indivíduo do exemplo possui exatamente as mesmas coisas, tem as mesmas posses e vive no mesmo lugar, entretanto a diferença está no modo como ele pensa e vive, ou seja, a filosofia ou o estilo que guia suas ações no tocante a administração de sua própria vida, de suas posses e o modo como ele se sente a respeito de tudo isso. Quando uma pessoa edifica (constrói) para si, conscientemente e intencionalmente, uma estilo de vida que não a sobrecarrega com o que o mundo diz que é importante, desejável, vital ou urgente; um estilo de vida pautado na simplicidade, na modéstia, na mobilidade, na sustentabilidade, na liberdade e na praticidade, na eficácia; tal pessoa terá como resultado, invariavelmente, uma vida rica no mais pleno sentido da palavra, porque dessa maneira viverá com menos preocupações, menos aborrecimentos, menos distrações, menos complicação, menos estresse, menos angústias, menos medo; e, sem tudo isso, terá aberto espaço físico, espiritual e mental (emocional) para preencher sua vida, não com coisas físicas desnecessárias, mas sim com as coisas físicas realmente necessárias, além, é claro, de ainda sobrar muito espaço interiormente para preencher com mais altruísmo, mais voluntariado, mais filantropia, mais experiências e relacionamentos cheios de significado, mais contribuição social; em resumo, mais amor a si ao próximo.

É óbvio que cristãos estão mais para o primeiro cenário descrito acima do que para o segundo, embora infelizmente exista hoje em dia uma mentalidade mundana perniciosa rondando dentro das congregações pregando que a evidência de que Deus é com alguém se traduz apenas na quantidade de bens materiais e dinheiro que tal pessoa possui; tais vozes, embora não digam nem admitam isso abertamente, distorcem sutilmente a Santa Palavra relatada em Provérbios 10.22 que diz: "A benção do senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores.", e em Isaías 1.19 que diz: "Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o melhor desta terra" E.R.A; dizem que a forma de você demonstrar que está sendo abençoado por Deus é viver em um estilo de vida com alto padrão de consumo, demonstrando o máximo que conseguir para todas as pessoas ao seu redor que você possui e está adquirindo cada vez mais posses.

Obviamente esse pensamento mundano pregado dentro de algumas congregações não faz o menor sentido porque grandes cristãos do passado como Paulo, apóstolo, por exemplo, que foram extremamente abençoados por Deus em todos os sentidos de suas vidas abdicaram de status e luxo, para viver uma vida realmente significativa, modesta e simples; veja novamente o ele disse em certa ocasião: "...Aprendi a contentar-me com o que tenho.". Durante muito tempo Paulo havia sido um homem extremamente bem sucedido sob todos os aspectos do ponto de vista mundano, ele viveu uma vida materialmente completa, mas estava muito longe do Caminho, da Verdade e da Vida a ponto até de consentir na morte de Estevão e perseguir a Igreja de Cristo, porém, ao se converter, passou a viver de forma mais modesta e significativa, já não ocupava a posição de destaque de antes, diante dos homens, mas finalmente tinha encontrado o verdadeiro sentido de sua vida. A visão cristã de Paulo havia lhe ensinado, com base nos anos que vivera antes da conversão, a ter abastança sem se exaltar, da mesma forma como lhe ensinara a viver de maneira modesta sem se sentir diminuído, e até mesmo lidar bem com certas faltas; como ele mesmo diz: "Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade." Filipenses 4.12. Não sei se você tem conhecimento, mas algumas pessoas realmente ricas já perderam todo o seu dinheiro, como Paulo, e por saberem lidar tanto com ter como com não ter, se recuperaram e multiplicaram seu patrimônio. Isso acontece porque a riqueza não é o dinheiro, mas sim a forma como tais pessoas pensam, agem e constroem seu estilo de vida.

Do mesmo modo o grande apostolo Pedro disse certa vez: "...Não tenho prata nem ouro..." Atos 3.6 e isso nos mostra claramente que tal qual Paulo e os demais apóstolos, Pedro vivia de maneira simples e modesta, pois eles sabiam que a bênção e a presença do SENHOR na vida de uma pessoa não é medida pela quantidade de bens materiais (dinheiro, casas, carros, joias, eletrônicos, roupas e etc...) que ela possui, mas sim pela pessoa que ela é e pelas obras da fé que faz em nome de Jesus. Deus não liga para a marca do meu carro, de minhas roupas, do que quer que eu use ou possua, tudo isso é apenas vã aparência; Ele liga apenas para o coração que eu tenho e a marca que há nele, ou seja, a marca de Cristo, também chamada de circuncisão do coração; como está escrito: "...Porque o SENHOR não vê como o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração." 1 Samuel 16.7B. Qualquer pessoa que ignorar isso estará correndo um grande risco de deixar de servir ao Criador para passar a servir aos bens de consumo desse mundo e nós sabemos muito bem que ninguém consegue servir a dois senhores; como está escrito: "Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro..." Mateus 6.24. Quem ama o dinheiro não consegue amar nem a Deus, nem ao próximo, em a si mesmo.

Algumas pessoas, infelizmente não poucas, e infelizmente algumas dentro de congregações têm seu coração voltado apenas para o dinheiro, e seus símbolos, a ponto de amá-lo mais do que ao seu próximo e até mesmo mais do que ao próprio Criador; isso é péssimo porque segundo a escritura: "Quem amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro..." Eclesiastes 5.10. Ou seja. Invariavelmente, quem ama o dinheiro é escravo dele.

O primeiro e mais claro sintoma de quem ama o dinheiro é que eles acham que tudo se resume e se resolve com dinheiro, eles sempre estão precisando ou desejando mais e mais dinheiro não importa o quão bem remunerados sejam ou o quão boa sua vida esteja. São aquelas pessoas que nunca estão satisfeitas, mesmo apesar de morarem em um bairro de elite, do grandioso número de cômodos amplos na casa, apartamento ou mansão em que vivem, mesmo quando possuem casas na praia, na montanha e ou no campo, não importa o carro topo de linha que dirijam, não importa as viagens caras que façam, não importam os lugares chiques que frequentem, não impota a quantidade de roupas, sapatos, joias e acessórios de grife que possuam; sempre desejam mais, mais e mais. Além disso, sofrem de uma grande necessidade de demonstrar suas posses e seu status para demais pessoas, quer sejam conhecidas ou não, desejam ser admirados por suas conquistas financeiras mesmo que elas sejam fruto de atos ilícitos. Mas eles não são os únicos, porque há pessoas padecendo destes mesmos sintomas vivendo em todas as classes sociais, cada qual segundo a sua realidade. Essas são as pessoas que acreditam erroneamente que riqueza e dinheiro são a mesma coisa e por tentarem sempre alcançar essa visão mundana de riqueza baseada em dinheiro acabam se entregando a pensamentos, sentimentos e práticas nocivas e loucas como a inveja, a desonestidade, a corrupção, que assume muitas formas, como roubos e furtos, e tantas outras práticas que consomem suas vidas violentamente; como já foi escrito a muito tempo: "Mas os que querem ser ricos caem em tentações, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e na ruína." 1 Timóteo 6.9. E o pior é que algumas dessas pessoas acabam decaindo para práticas cada vez mais malignas; infelizmente até mesmo dentro de congregações; como está escrito: "Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores." 1 Timóteo 6.10. Quem ama o dinheiro faz tudo por, e pelo, dinheiro. Eles serão consumidos pelo objeto que mais amam, porque o dinheiro não ama ninguém.

Como já disse em outro texto, eu tenho certeza plena e absoluta de que Deus deseja que todo cristão seja rico e isso certamente inclui você e eu, entretanto, a visão de riqueza que os cristãos genuínos possuem é completamente diferente daquela ensinada pelo mundo, todo cristão sabe que riqueza e dinheiro não são a mesma coisa, e por mais controverso que isso possa parecer a princípio quando olhamos apenas do ponto de vista financeiro, se formos sensíveis ao que Deus realmente nos ensina sobre esse tema através de toda a Escritura, compreenderemos que é verdade. Atualmente em diversas partes da terra existem milionários que não são ricos e pessoas de classe média que são; de fato, há ricos na classe média, há ricos entre a classe média-alta, há ricos entre a classe alta e também há ricos entre os milionários e bilionários, mas o contrário também é verdade, ou seja, há não-ricos tanto entre a classe média quanto na classe alta e mesmo entre os milionários e bilionários. 

Citei estes casos para que você compreenda que o que vai fazer você enriquecer e permanecer rico não é ganhar milhões em um prêmio de loteria como muitos acreditam, nem aumentar a quantidade de dinheiro que você ganha, apenas, tampouco fazer de tudo para conseguir mais e mais dinheiro, status, bens e posses a qualquer custo porque os que fazem assim nunca ficam satisfeitos e jamais encontram riqueza real, como demonstrado em Eclesiastes 5.10. O que vai lhe tornar verdadeiramente rico ou rica é o cultivo e a prática de um conjunto de conceitos e pensamentos cristãos, transformadores, de modéstia, de simplicidade, de praticidade, de mobilidade, de sustentabilidade e de compartilhamento; esse conjunto de pensamentos pode e deve ser aplicado em todas as áreas de nossa vida, pois do médio ao longo prazo certamente vão gerar frutos de riqueza verdadeira e duradoura que se perpetuará para seus filhos e netos. "O homem de bem deixa uma herança para os filhos de seus filhos..." Provérbios 13.22A

E como aplicar esses conceitos?

Vou falar mais a respeito no texto tratando de Provérbios 10.22, mas o primeiro passo é abandonar os antigos pensamentos e conceitos mundanos com relação a riqueza, um dos quais o mais noivo é aquele que diz que os problemas financeiros se resolvem com mais dinheiro. Não importa o quanto dinheiro você coloque dentro de um saquitel furado, ele nunca ficará cheio pelo simples fato de está furado; é preciso substituir o saquitel para que só então haja acúmulo. Isso ignifica que se uma pessoa está vivendo uma vida completamente errada, do ponto de vista da visão e das praticas financeiras, não importa o quanto dinheiro passe por suas mãos, nunca será o suficiente. É preciso substituir a visão e as praticas erradas pelas corretas e a partir disso tudo mudará. O pensamento correto ensina que problemas financeiros são resolvidos com fé, organização, inteligência, imaginação e perseverança.

Em seguida devemos construir um estilo de vida e padrão de consumo, sob medida, que nos permita evoluir e ser livres usando para isso algumas ferramentas importantes já citadas acima, que são:

*Simplicidade: Infelizmente as pessoas subestimam a força da simplicidade, julgam que ser simples é algo ruim ou depreciativo, não percebem que a simplicidade encurta o caminho para uma vida plena e para a realização e sucesso pessoal, gera atenção, organização e foco. Ser uma pessoa simples consiste em estar sempre procurando eliminar as complicações em que o mundo tenta nos mergulhar; se você mantiver seus pensamentos simples as soluções aparecerão mais rápido, as oportunidades serão vistas mais facilmente, suas ações serão muito mais diretas, acertadas e você chegará mais longe do que pode imaginar. Simplicidade diminui o percentual de erros e deixa tudo mais claro, leve e fácil. "Sede simples como a pomba..." Mateus 10.16b

*Modéstia: É a simplicidade aplicada à forma como você vive, ou seja, a casa em que você mora, o carro que dirige, os bens que possui, a forma como trabalha e lida com as pessoas; por ex: Porque você compraria uma casa com quatro quartos se sua família poderia viver facilmente em uma com dois? Ou. Pra que comprar aquele carro zero ou aquele modelo que não atende as reais necessidades do momento que você está vivendo, quando um semi-novo ou determinado modelo específico é mais indicado e terá melhor uso? Para que trabalhar tanto por dinheiro a ponto de sacrificar outras áreas da vida? Por que insistir em viver em um padrão de vida que é difícil de manter? Por que não simplificar seu padrão de vida e gerar mais liberdade e abundância? Como está escrito: "E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; para que andeis honestamente para com os que estão de fora e não necessites de coisa alguma." 1 Tessalonicenses 4.11-12

*Mobilidade: "...E não torneis a meter-vos debaixo do julgo da servidão." Gálatas 5.1b. Cristo nos libertou completamente de todas as amarras e grilhões para que tenhamos uma vida de completa e absoluta liberdade em todos os aspectos e áreas de nossa existência, por isso não faz sentido algum nos prendermos voluntariamente a todo tipo de posses físicas e bens de consumo que vão impedindo que façamos as coisas que realmente desejamos, como os mundanos costumam fazer e incentivar uns aos outros para que façam cada vez mais.
A grande verdade é que depois de um determinado patamar, quanto mais coisas você adquiri menos rico e menos livre fica; isso acontece simplesmente porque depois de determinado nível, que varia de pessoa para pessoa, tudo o mais que possuímos passa a funcionar como grilhões que nos aprisionam a eles.

Certa vez ouvi um testemunho muito interessante que ajudou a abrir a minha mente. Um homem numa bela manhã de Sábado decidiu limpar sua garagem, que como várias ao redor do planeta estava entulhada de todo tipo de coisas, antigas, novas, funcionais, quebradas, etc. À época o filho deste homem possuía cinco anos de idade e se aproximou do pai quando ele estava retirando e organizando toda a tralha que possuía dentro da garagem; a criança chamou seu pai para brincar com ele no quintal, não uma, mas várias vezes, porém o homem explicou amorosamente que não poderia brincar porque havia trabalhado duro toda a semana e no tempo livre precisava arrumar a garagem pois estava adiando fazer aquilo por meses. O menino voltou para o quintal e tentou brincar sozinho com alguns brinquedos que também estavam dentro de uma caixa da garagem, mas a certa altura do dia, durante a limpeza, o pai olhou para o quintal e ao ver seu filho brincando sozinho se deu conta de uma verdade assustadora, que é: Todas aquelas coisas que ele mantinha dentro de sua garagem haviam lhe roubado a mobilidade, ele queria brincar com o filho, mas não podia, estava preso a uma tarefa sem sentido porque grande parte de tudo o que tinha guardado ali ele nem mesmo precisava; todas aquelas posses estavam prendendo-o e ele estava perdendo uma oportunidade de compartilhar momentos de descontração com o filho.

Contei essa história, que é real, para que você entenda que no estilo de vida mundano moderno negociar, vender e mesmo perder a mobilidade é normal e até incentivado, mas não é essa a vontade de Deus para nós, Cristo deseja que sejamos livres em todos os aspectos de nossa vida, lembre-se: "Estai, pois, firmes na liberdade com que cristo nos libertou..." Gálatas 5.1a. Lembre-se que tudo o que você possui prende você em menor ou maior grau, e quanto mais coisas você possuir, mais preso estará, portanto podere bem suas aquisições e evite perder sua mobilidade de vida e de decisões.

*Praticidade: Porque desejar e comprar ou adquirir coisas que são complicadas ou difíceis de manter, usar e, ou, reparar? Qual é o benefício disso? Quando usamos a mentalidade de praticidade para nortear nossas decisões de compra ou aquisições e de vida, tendemos a buscar sempre por aquilo que vai facilitar nossa dia a dia, e não o contrário, apenas para estar na moda ou sermos bem vistos pelos outros e fazendo assim um enorme peso de preocupações, estresse e problemas impedido de vir sobre nossa vida, deixando-nos mais livres e aumentando drasticamente nossa capacidade de realizarmos todas as coisas que precisamos ou desejamos. A Praticidade facilita a vida evitando confusões; lembre-se que: "...Deus não é Deus de confusão..." 1 Coríntios 14.33. Se Deus não é Deus de confusão de nenhum tipo, tanto de conflitos quanto de complicações, então nós, cristãos, também não somos, uma vida com mais praticidade é uma vida menos confusa, ou seja, com menos complicações.

Fazendo uso destas ferramentas na forma como vivemos você verá que precisará de muito menos dinheiro para manter sua vida perfeitamente equilibrada, sem falta de nada, sem ter de fazer loucuras ou sacrifícios para ganhar mais, e independentemente de sua renda, se pequena, média ou grande, poderá se concentrar em usá-la de uma forma mais produtiva que não seja soterrando a si mesmo com toneladas e toneladas de coisas; poderá encontrar formas de ajudar ao próximo, ou usando tal renda para viver e proporcionar aos outros experiências realmente enriquecedoras. Quando você chegar ao ponto de perceber que não precisa de tanto dinheiro para viver a vida dos seus sonhos, ainda que tenha muito, terá se libertado completamente da influência dele, verdadeiramente será dono do seu dinheiro e não o contrário como acontece com aqueles que passam toda a vida amando e sendo possuídos pelo dinheiro, fazendo todo tipo de loucuras, sacrifícios e maldades para conseguir mais e mais sem nunca se satisfazerem e sem nunca viverem a vida que Deus deseja para eles.


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